Paralisia cerebral, porventura a experiência mais fascinante, foi a primeira neste meu regresso.
Não tinha conhecimento nenhum do que era a paralisia cerebral. Vejo-me a fazer um estágio num centro em Oeiras e descubro pessoas fascinantes, com enorme inteligência e principalmente com uma alegria e vontade de viver que nunca pensei ser possível.
Apesar de estar no apoio domiciliário que abrange os casos mais complicados, pude muitas vezes auxiliar no centro principalmente nos períodos de férias. Foi de um enriquecimento enorme.
Para exemplificar, recordo um episódio em que estava a dar a refeição a um utente, num dos meus primeiros dias de estágio. Ele, chamemos-lhe Miguel, começou a comunicar comigo e eu fui tentando perceber o que dizia. Perguntou-me onde morava. Passado um bocado fiquei a saber que o Miguel, dependente nesse dia de mim para vestir e comer, estava a acabar a sua tese de doutoramento na universidade ao pé da minha casa!
A nível do contacto humano foi outra experiencia fantástica porque me ensinaram muito acerca da alegria de viver, do dar, da comunicação.
(Diário de Bordo pág.41)
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